21 - Pós-modernismo (a partir de 1968)

 

Uma definição do pós-modernismo

 

"Há mais de 30 anos vários teóricos, das mais diversas áreas, vêm tentando explicar a possível nova era histórica que teria surgido após o chamado modernismo.

 

Conceituação multifacetada

 

A expressão pós-modernidade começou a ser usada e divulgada a partir de 1979, quando a editora francesa Minuit lançou o livro La condition postmoderne de Jean-François Lyotard. O próprio Lyotard afirmava que a expressão já vinha sendo usada nos Estados Unidos, desde 1971, por sociólogos e críticos literários.

Aqueles que começaram a usar a expressão, o faziam com a intenção de se referir ao novo período histórico após a era industrial. A expressão pós-moderno chegou a ser usada como sinônimo de pós-industrial.

 

São identificadas, entretanto, três acepções diferentes para a expressão. Lyotard dava ao termo o sentido de apogeu da modernidade, salientando que o pós-modernismo fazia parte do modernismo: "o pós-modernismo, assim entendido, não é o modernismo se extinguindo, mas em estado de nascimento"  (LYOTARD, J.-F. Le postmodernisme expliqué aux enfants, Paris: Galilée, 1988, p. 23-24.1988).

 

Uma segunda acepção, que é a mais comum, se refere a uma espécie de retorno ao tradicional, em sua etapa pré-modernista. Esse significado, portanto, passa a rejeitar o modernismo, numa espécie de condenação deste. Artistas tradicionalistas e conservadores têm usado esse conceito para qualificar a adesão de ex-vanguardistas como sendo uma espécie de capitulação.

 

Um terceiro significado que tem sido dado à expressão é aquele defendido pelo filósofo francês Luc Ferry, aderindo às proposições de Habermas. O pós-modernismo seria a ultrapassagem, a superação do modernismo: uma espécie de "impulso em direção à auto-superação da razão" (FERRY, 1990, p. 317-318).

 

A partir do final do século XIX e durante todo o século XX, a modernidade, para se sustentar como tal, passou a exigir uma permanente atitude de busca de rupturas, de novidades, de inovações. Idéias de uma pós-modernidade passam a apontar, a partir de um determinado momento, para uma espécie de esgotamento das novidades e, assim, para o fim das transgressões e o fim das vanguardas."

[JORGE ANTUNES, O pós-modernismo e a atual conjuntura da nova música erudita brasileira. Ler o resto em: http://www.espacoacademico.com.br/079/79antunes.htm.]

 

· Em regra geral, as expressões artísticas definidas como "pós-modernas" presentam ruptura com o paradigma modernista, que estava centrado sobre a evolução, o progresso histórico linear (sem volta ao passado) e a hegemonia cultural européia.

· É indissociável da evolução dos comportamentos sociais e interpessoais daquele momento histórico (“Maio 68” na França), que questionam ou renegam as relações ao trabalho, à produtividade, ao capitalismo e à ordem “burguesa” baseada na estrutura familial monogâmica, buscando ou vivenciando alternativas (“contra-cultura”).

· Reflexos e apropriação imediata nas artes em geral, com ênfase no cinema ("More", Barbet Schroeder), no "Protest Song" (Bob Dylan) e na música “psicodélica”

o Beatles (“Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, filme “Yellow Submarine”), Pink Floyd, Greatfull Dead, Jimmy Hendrix (“Experience”), Velvet Underground…

 

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