OSUFPB apresenta concerto dedicado à música húngara nesta sexta-feira, na UFPB

quarta-feira, 26 de agosto de 2026
atualizado em sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Programa reúne obras de Franz Liszt, Béla Bartók e Zoltán Kodály, sob regência e direção artística de Wendell Kettle

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba (OSUFPB), juntamente com a Orquestra Acadêmica da UFPB e o Coro da Academia de Ópera e Repertório apresentam o o concerto “A Música Húngara”, sob regência e direção artística do maestro Wendell Kettle. O evento acontece nesta sexta-feira, 28 de agosto, às 20h, na Sala de Concertos Radegundis Feitosa, no Campus I da UFPB. A apresentação reúne obras de três importantes compositores da tradição musical húngara: Franz Liszt, Béla Bartók e Zoltán Kodály. A entrada é gratuita, com acesso por ordem de chegada através de senhas que serão distribuídas a partir das 19h00, respeitando a capacidade da sala.

O concerto propõe ao público uma viagem pela produção musical húngara de diferentes períodos, passando pelo romantismo de Franz Liszt, pelas pesquisas sobre a música tradicional e a linguagem moderna de Béla Bartók, até a produção coral de Zoltán Kodály. O programa começa com a Abertura da ópera Don Sanche, de Liszt, obra composta quando o compositor ainda era adolescente, e segue com o Concerto para Viola e Orquestra, de Bartók, tendo como solista Cadu Melo de Carvalho, recém-formado em Música. Encerrando a apresentação, será executado o Budavári Te Deum, de Kodály.

O programa

Franz Liszt (1811–1886)
Don Sanche – Abertura

Compositor, pianista e maestro húngaro, Liszt foi um dos principais nomes do Romantismo musical e teve papel importante na transformação da escrita para piano e no desenvolvimento do poema sinfônico. Don Sanche, ou Le château de l’amour foi composta entre 1824 e 1825, quando Liszt ainda estava no início da adolescência. A ópera estreou em Paris em 1825, quando o compositor tinha apenas 13 anos.

Béla Bartók (1881–1945)
Concerto para Viola e Orquestra

Um dos principais compositores do século XX, Bartók também se destacou como pesquisador da música tradicional húngara e do Leste Europeu. O Concerto para Viola e Orquestra está entre suas últimas obras e permaneceu inacabado após sua morte, sendo posteriormente organizado a partir dos manuscritos deixados pelo compositor. A obra explora as possibilidades expressivas da viola em diálogo com a orquestra.

Zoltán Kodály (1882–1967)
Budavári Te Deum

O programa será encerrado com Budavári Te Deum, obra coral de caráter religioso de Zoltán Kodály. Compositor, etnomusicólogo e educador, Kodály teve papel fundamental, ao lado de Bartók, na pesquisa, documentação e valorização da música tradicional húngara. A obra utiliza como referência o tradicional hino cristão Te Deum, articulando a tradição religiosa com elementos da linguagem musical húngara.

Três movimentos

O Concerto para Viola e Orquestra, de Béla Bartók, será apresentado em três movimentos:

I. Moderato
II. Adagio religioso
III. Allegro vivace

A sequência evidencia diferentes atmosferas da obra, partindo de uma apresentação mais gradual do material musical, passando pelo caráter contemplativo do segundo movimento e chegando à maior energia e intensidade do movimento final.

Solista: Cadu Melo de Carvalho (viola)

Natural de João Pessoa (PB), Cadu Carvalho é Bacharel em Música pela Universidade Federal da Paraíba. Iniciou seus estudos de viola e teoria musical aos 12 anos, no projeto Ação Social pela Música do Brasil (ASMB).  Com a orquestra desse mesmo projeto, apresentou‐se no Theatro Municipal de São Paulo, a convite do maestro João Carlos Martins. 

Participou de três edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão, além do Festival SESC Pelotas, Festival SESC Paraíba e Gramado in Concert; em 2025 foi selecionado para o programa Prelúdio, da TV Cultura de São Paulo. Trabalhou com destacados regentes e professores do Brasil e do exterior. 

Atualmente, é chefe de naipe das violas na Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa e integrante do naipe de violas da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Atua também na Camerata Parahyba e no Quarteto Aetherea, com os quais desenvolve intensa atividade dedicada à música de câmara.

Orquestra e Coro – 10 Anos da Academia de Ópera e Repertório

A última peça deste concerto é o Budavári Te Deum, de Zoltán Kodály, e conta com os solistas Izadora França (Soprano), Kleiton D`Araújo (Contratenor), Irapuan Júnior (Tenor), Jarom Nascimento (Barítono). Estes solistas fazem parte da Academia de Ópera e Repertório (AOR), que em 2026 celebra os 10 anos de sua criação. Nesta noite, a AOR se faz presente com seu corpo de cantores – solistas e coro. Assim, o concerto celebra não apenas a grande música húngara, mas também a formação artística, a trajetória de alunos e a construção de projetos que, ao longo dos anos, ajudam a fortalecer a vida musical de nossa Universidade e de nossa região.

A AOR é um projeto idealizado pelo maestro Wendell Kettle e recentemente trazido para a UFPB, onde passou a integrar as ações de formação, extensão e pesquisa, em prol da difusão da música coral‐sinfônica e da ópera.

Regência e direção artística

Wendell Kettle é maestro, pianista e compositor, com atuação nas áreas sinfônica e operística. Doutor em Regência Sinfônica e Operística pelo Conservatório Estatal Rimsky-Korsakov, de São Petersburgo, na Rússia, também possui mestrado em Regência pela UFRJ e formação em Composição e Regência pela UNESP e em Piano pela UFRJ. Atuou em concertos, óperas e festivais no Brasil e no exterior, incluindo apresentações na Rússia, Itália, República Tcheca e Romênia.

A OSUFPB

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba (OSUFPB) é um corpo artístico da UFPB pertencente ao LAMUSI – Laboratório de Música Aplicada, ligado ao Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) da instituição. Com finalidades artísticas, pedagógicas e extensionistas, a Orquestra contribui para a formação de público e para a difusão da música de concerto em João Pessoa.

Atualmente, a OSUFPB conta com 23 músicos fixos, distribuídos entre os naipes de cordas, clarinete e trompa, além da participação eventual de professores, estudantes dos cursos de Música da UFPB e colaboradores da cena sinfônica paraibana.