Orquestra Sinfônica Acadêmica da UFPB e o Coro da Academia de Ópera e Repertório apresentam concerto comemorativo pelos 190 anos de nascimento de Carlos Gomes
A Orquestra Sinfônica Acadêmica da UFPB (OSA) junta-se ao Coro da Academia de Ópera e Repertório para abrir em grande estilo sua temporada de 2026, fazendo um concerto comemorativo em homenagem aos 190 anos de nascimento do compositor brasileiro Carlos Gomes. Para isso, convida também a Orquestra Sinfônica da UFPB, tendo ainda a participação especial dos professores do Departamento de Música da UFPB e cantores especialmente convidados para o evento. A direção artística e regência ficam por conta do maestro e professor do DEMUS Wendell Kettle.
O Concerto, que inaugura a série “Efemérides” acontece nesta sexta-feira, 13 de março, às 20h00, na Sala de Concertos Radegundis Feitosa, que fica no Campus I da UFPB. A entrada é gratuita e o acesso é organizado rigorosamente por ordem de chegada, com senhas que serão distribuídas no local a partir das 19h00, com limite para 300 espectadores, que é a capacidade da Sala.
O Concerto
Quem for ao concerto desta sexta na Sala Radegundis Feitosa, vai se sentir muito íntimo dos sons que ouvirá, já que no repertório teremos a abertura da ópera “O Guarani”, do compositor brasileiro Carlos Gomes, que foi estreada com grande sucesso em março de 1870, em Milão, na Itália. Essa certeza da intimidade sonora do público com a obra se dá por ser esta uma das peças sinfônicas brasileiras mais conhecidas de todos os tempos, uma vez que se tornou até tema de abertura do programa radiofônico oficial do Governo Brasileiro, veiculado nacionalmente desde 1935. De tão popular, há quem diga que se trata de um segundo hino nacional. Mas, como o concerto é comemorativo dos 190 anos de Carlos Gomes (1836 – 1896), serão ainda apresentadas a Sonata para Cordas “O Burrico de Pau” (1894) e “Colombo – Poema-vocal-sinfônico – Parte II” (1892).
A grandiosidade deste concerto exigiu que se agregassem grupos musicais para atender à dimensão sonora das obras. Assim, juntaram-se a Orquestra Sinfônica Acadêmica da UFPB (OSA), o Coro da Academia de Ópera e Repertório, convidando ainda professores do Departamento de Música da UFPB (DEMUS) e a Orquestra Sinfônica da UFPB (OSUFPB) para uma grande formação sinfônica. O concerto conta ainda com a presença de solistas convidados de importantes instituições líricas do país, como a soprano paraibana Izadora França, da Academia de Ópera e Repertório (AOR); o baixo-barítono Rafael Thomas, do Teatro Municipal de São Paulo; o baixo Murilo Neves, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro; e o tenor Lazlo Bonilla, da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul. A regência é do maestro Wendell Kettle, professor do DEMUS e atual coordenador do Lamusi – Laboratório de Música Aplicada do CCTA/UFPB. Wendell também faz a direção artística do evento.
O homenageado
Carlos Gomes é o mais conhecido músico do Romantismo brasileiro. Em 1857, Dom Pedro II fundou, no Rio de Janeiro, a Academia Imperial de Música e Ópera Nacional, instituição onde Carlos Gomes deu seus primeiros passos no melodrama. Aos 25 anos, compôs sua primeira ópera, A Noite do Castelo. Pouco depois, o triunfo de Joana de Flandres lhe garantia o aperfeiçoamento na Itália, com uma bolsa do governo. Suas óperas seguintes confirmaram o acerto do apoio dado ao músico por Dom Pedro II.
Filho do maestro da banda de Campinas, o jovem compositor viria a ser o primeiro artista brasileiro a adquirir fama internacional. Vivendo um momento decisivo da história do Brasil, entre o Império e a República, Carlos Gomes contemplou o indianismo romântico (Il Guarany), o abolicionismo (Lo Schiavo) e tornou-se ídolo popular, orgulho da nação.
A Orquestra Sinfônica Acadêmica da UFPB
A OSA é um grupo orquestral formado por alunos de graduação e pós-graduação, e também por professores dos cursos de Música da UFPB, bem como estudantes, professores e jovens músicos de outras instituições e entidades externas à Universidade, voltado à prática da música orquestral – sinfônica e operística.
Sua estreia ocorreu em 20 de dezembro de 2025, na estreia paraibana da ópera “O Refletor”, de José Alberto Kaplan, apresentada na sala “Radegundis Feitosa” da UFPB. A OSA atua sob a direção artística do maestro Wendell Kettle, sob a coordenação dos professores Ticiano Rocha, Ravi Shankar Viana e Cisneiro Andrade e ainda sob a coordenação adjunta dos professores de instrumentos de orquestra do Departamento de Música da UFPB.