Sexteto Brassil

Com 45 anos de existência, o Sexteto Brassil (trocadilho da palavra BRASS em inglês que significa metal com Brasil) é um dos mais respeitados conjuntos de música instrumental brasileira e o mais antigo grupo de música de câmara de metais brasileiro em atividade. Este conjunto tem residência no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, na cidade de João Pessoa, tendo em sua formação docentes da universidade e músicos da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Bússola norteadora para os instrumentistas nacionais, o Sexteto Brassil desenvolve um trabalho intenso de práticas interpretativas, tendo em seu histórico de atividades acadêmicas a participação nos principais festivais de música do país em cidades como Curitiba, Brasília, Londrina, Campos do Jordão, São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Recife, Fortaleza etc. Os seus integrantes fazem parte da tradição das bandas de música e que também tocam o repertório da música popular. Essa é uma característica de muitos instrumentistas de metais no Brasil, que os torna versáteis e lhes dá a flexibilidade necessária para se sentirem á vontade em um estilo que exige o balanço particular dos gêneros populares e a sensibilidade dos músicos com formação clássica. Qual é o lugar desse grupo e da música que eles fazem no espectro da música brasileira? Seu repertório eclético que é, no entanto, de grande coerência estilística, tem origem no que era conhecido como movimento Armorial. A arte armorial brasileira, segundo Ariano Suassuna, poeta e dramaturgo que desenvolveu o conceito por volta de 1970, na cidade de Recife, está relacionada à arte dos bardos itinerantes do nordeste brasileiro. Esses bardos cantam suas poesias em feiras e mercados e o melhor dessa literatura oral é impresso em folhetos ilustrados com xilogravuras e pendurados para venda em cordas esticadas entre as barracas do mercado (daí o nome de literatura de cordel). Essa literatura popular é o ponto de encontro tríplice da poesia narrativa, de artesanato, como pintura e gravura, e de cantos musicais que transmitem essa poesia popular. Assim, o movimento armorial tem como objetivo criar formas de arte enraizadas na cultura popular do Nordeste do Brasil. Mas isso nunca significou colocar apenas vinho velho em garrafas novas. Os forrós não foram simplesmente recriados, eles foram transformados e uma nova mistura de elementos deu origem a uma música de alto valor artístico que pretende ter apelo universal por meio das características específicas da cultura popular.
O Sexteto Brassil orgulha-se durante todos esses anos de apresentar um amplo espectro de seu repertório cujo resultado deste trabalho é uma total empatia com o público, obtendo o reconhecimento das mais exigentes plateias e da crítica especializada, tanto do Brasil quanto do exterior.

Aliando técnica, clareza interpretativa e espontaneidade em suas apresentações, o resultado do trabalho do grupo é uma total empatia com o público, obtendo assim o reconhecimento das mais exigentes plateias e da crítica especializada, tanto do Brasil como do exterior. O Sexteto Brassil realizou concertos em todas as regiões, nas principais capitais brasileiras e para cidades do exterior como Dijon (França), Boston, Nova York, Washington (EUA), Londres e Monmouth (Inglaterra), Montevidéu (Uruguai). O grupo também realizou duas gravações exclusivas para programas de emissoras de rádio de destaque como a BBC de Londres e a WBGH de Boston. O Sexteto Brassil possui cinco CDs gravados: “BRASSIL TOCA BRASIL” – COMEP. Série Régia Música/1992 SP; “BRASSIL PLAYS BRAZIL” – NIMBUS RECORDS/1995 England; “BRASSILEIROS” – NIMBUS RECORDS/1997 England.; “BEM BRASSIL” – FIC- PB/2007 – Esse CD foi inteiramente dedicado à música erudita e de concerto brasileira e ao universo dos dobrados e choros que compõem o repertório tradicional das Bandas Filarmônicas brasileiras; “BRASSIL INTERPRETA COMPOSITORES DA PARAÍBA” – PROGRAMA PETROBRÁS CULTURAL/2008. Esse CD é o resultado da parceria entre o COMPOMUS (Laboratório de Composição Musical da Universidade Federal da Paraíba) e o Sexteto Brassil.
Entre os compositores do COMPOMUS presentes neste projeto, estão alguns já bem conhecidos no cenário da música contemporânea brasileira, como José Alberto Kaplan, Eli-Eri Moura, José Orlando Alves, Marcílio Onofre e Didier Guigue, todos radicados na Paraíba. Há também participações nas gravações do CD “PRISMA”- LG/1999 com obras do compositor Dimas Sedícias; “DESCOBRINDO JOÃO PERNAMBUCO” do violonista Leandro carvalho. Em DVD, o grupo participou também dos trabalhos “UM SOPRO DE BRASIL”, do projeto do SESC – SP “MEMÓRIA BRASILEIRA”/2004, que reuniu as principais expressões da música para sopro nacional e “SIVUCA: O POETA DO SOM” – FUNESC/PB/2005.
O Sexteto Brassil tem contribuído com a elevação da cultura em Pernambuco através da constante parceria com compositores pernambucanos, em especial os compositores Dimas Sedícias(in memoriam) e José Urcisino da Silva, tendo gravado e divulgado suas músicas internacionalmente nos dois CDs gravados pela Nimbus para o mercado Europeu, Asiático e Norte-Americano. Seus membros têm participado de diversos projetos educacionais pelo Brasil como o VI e VII Encontro Nordestino de Metais, promovido pela Associação de Trompetistas do Brasil com o apoio do Conservatório Pernambucano de Música e do Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife; Festival Internacional de Música de Câmara de Belém do Pará e diversos cursos para metais na Escola de Música de São Luís do Maranhão. Salientamos também os encontros de especialização para músicos de bandas promovidos pelo governo do Estado de Pernambuco – projeto “BANDAS DE PE”, coordenado pelo Conservatório Pernambucano de Música (2007-2018).


Críticas e comentários da imprensa especializada:
 “Um concerto de qualidade excepcional consagrado aos metais graças a grandes músicos brasileiros que o público soube apreciar, aplaudindo longamente após cada interpretação.”
(“LE BIEN PUBLIC” – Dijon-França)


“Uma bem humorada brincadeira – a Burlesca de José Alberto Kaplan – revelou as excelências do quinteto de metais da Universidade Federal da Paraíba (A NOVA MECA DA MÚSICA BRASILEIRA).”
(“JORNAL DO BRASIL” – Rio de Janeiro-RJ)


“Não foi um concerto de notas impecáveis, mas seus movimentos divertidos, crescendos picantes e terminações no “ponto” tornaram inesquecível sua interpretação dos compositores brasileiros Kaplan, Silva (Duda) e Villa-Lobos.”
(“THE WASHINGTON POST” – Washington, DC – USA).

INTEGRANTES
Trompetes Ayrton Muzel Benck Filho Gláucio Xavier da Fonseca

Trompa Cisneiro Soares de Andrade

Trombone Sabiano José Araújo de Oliveira

Tuba Íris Ângela Vieira do Nascimento Cavalcanti

Bateria Saulo Soares de Carvalho

Última atualização: segunda-feira, 2 de março de 2026